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Conquistando o Vulcão Monte Batur

Atualizado: 14 de jul. de 2020


Vulcão Monte Batur. 📷 @snowfabiana19

Você já se imaginou conquistando o topo de um vulcão? Um vulcão ativo? Então vem com a gente que vou te contar como é essa emoção. O Monte Batur é o segundo maior vulcão de Bali, uma das ilhas que formam a Indonésia. Ele está localizado a 1.717 metros acima do nível do mar, ao norte da ilha, na vila de Kintamani. Sua primeira erupção foi em 1804 e a mais recente em 2000. Por ser um vulcão ativo, em alguns pontos do seu topo se visualiza pontos de fumaça saindo do chão.

Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19

O trekking de acesso ao seu topo é uma das principais atrações para os amantes do turismo de aventura e uma experiência incrível e inesquecível. É considerada uma trilha de nível moderado/difícil em razão do tipo do caminho. O percurso ida e volta tem um total de 11 km, o que leva em torno de 2 horas a 2 horas e meia para se atingir o topo.

É recomendado que se faça o passeio para conquistar o topo e ver o nascer do sol do Monte Batur por meio de agências de turismo. A trilha se inicia com a saída de Ubud (para quem está localizado nessa cidade da ilha), em torno de 1 hora da manhã, em veículos 4 x 4, com percurso de 1 hora e meia até o acampamento-base.

No acampamento-base é fornecido café da manhã aos grupos que são formados com 10 a 12 pessoas, o que inclui uma panqueca com banana e café preto. Após o café, o grupo é reunido e apresentado aos guias, dois, normalmente, um que acompanha o pessoal melhor preparado na frente e o segundo, que fica com a turma de trás. Nesse momento, eles nos fornecem lanternas que serão imprescindíveis, já que o trajeto é todo feito à noite, e nos acompanham por todo o percurso até o topo.


Trilha de subida ao Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19

O roteiro se inicia à luz da lua e das estrelas e é concluído ao nascer do sol. A trilha de subida tem como parte inicial um percurso por uma estrada larga, inicialmente asfaltada, e posteriormente, em meio à vegetação em que não se percebe que estamos caminhando em constante elevação, dado o frescor da brisa noturna.

Subida ao Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19


Passada essa primeira etapa, quando se chega à base do vulcão, a trilha se torna constantemente íngreme e todo o caminho é em rochas vulcânicas bem irregulares, e cheio de pedras dos mais diversos tamanhos e formatos que escorregam bastante, mas que se superadas e praticamente escaladas se chega ao topo.

Nesse itinerário, os degraus são altos e há muitas curvas, sendo necessário tomar cuidado para, ao subir, não jogar as pedras soltas nas pessoas que se deslocam atrás de você, ou de não ser atingido por essas pelas pessoas que seguem a sua frente.

Por se tratar de uma trilha íngreme e com muitas pedras, não é recomendado o uso de bastões de caminhada em razão das condições da trilha, pois é praticamente impossível utilizá-los. Da mesma forma, é extremamente importante levar um casaco uma vez que ao se atingir o topo a temperatura pode chegar aos 10 graus Celsius, além do vento que aumenta ainda mais a sensação térmica. Também é recomendado o uso de calçados adequados, preferencialmente tênis e, se possível os apropriados para hikes, trekkings.

Aqueles que se sentirem muito cansados durante a subida, que sentirem faltar fôlego, existe a opção de, ao chegar a uma segunda base de apoio no caminho, pegar carona com os diversos motociclistas que fazem outro trajeto de acesso direto ao topo do vulcão, num circuito estilo motocross, que também proporciona uma certa emoção e aventura.

Os persistentes que conseguirem chegar até a essa mesma base podem continuar escalando rumo ao topo. É importante salientar que as pessoas não devem se afastar do traçado original do caminho, e que não saiam da trilha durante a subida, pois ao lado do trajeto da trilha existem abismos que durante a caminhada noturna não são possíveis de se constatar, sendo observado apenas aos primeiros raios do nascer do sol.


A previsão de chegada ao topo do Monte Batur é em torno das 6 horas da manhã, momento em que é possível escolher o melhor lugar para se sentar, em que alguns podem tomar um café local servido e vendido pelos moradores que sobem ao topo, e contemplar a vista e o lindo e radiante nascer do Sol colorindo o céu nos seus mais diversos tons de laranja e amarelo.

Topo do Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19

Do topo, também se avista o magnífico Lago Batur, um lago vulcânico dentro da caldeira, da cratera do vulcão Monte Batur. Igualmente, é possível ver o imponente Monte Agung, o lugar mais alto da ilha de Bali, com 3.142 m de altura. Ele também é um vulcão ativo, cuja última erupção foi em junho de 2019, e, mais ao fundo, é possível contemplar o vulcão da ilha de Lombok.

A trilha de retorno do Monte Batur é realizada por outro lado do vulcão. É uma trilha de terra, sem pedras, entre a vegetação. É uma estrada sinuosa, mas com um percurso muito mais fácil e tranquilo - nada se comparando ao caminho de subida ao topo - e que se conclui ao chegar ao campo-base inicial do percurso.

Descida Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19
Trilha de Retorno do Vulcão Monte Batur. 📷@snowfabiana19

Quem consegue conquistar o topo do Monte Batur se sente deslumbrado e encantando com tamanha beleza da natureza — e reconhece o quanto somos pequenos diante das maravilhas de Deus. Essa conquista também tem um "quê", um gostinho de vitória e superação por concluir um caminho ríspido e cheio de perigos, que nos exige muita força de vontade e determinação para a sua conclusão.

E aí, gostou? Nos siga, compartilhe, comente. Queremos saber sua opinião. Que tal conquistar um vulcão também?




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